Um ano da publicação em livro

Isso aí!

Já faz um ano que duas de nossas histórias foram selecionadas para compor este livro.

Das plataformas digitais para as folhas de papel.

Como diz o ditado… precisamos ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.

Falta esta última, até para repor o papel gasto com as folhas do livro.

 

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Qual a melhor Educação no mundo?

Alguns pares de anos atrás, em uma mesa de bar, que fique claro que após o expediente, estávamos nós a fazer o óbvio: discutir sobre a Educação!

Uma das perguntas a mim dirigida, como se eu fosse o guru do grupo, foi:

“-Em que país existe a melhor Educação no mundo?

Bom… Vamos nos situar no tempo e no espaço antes de qualquer coisa.

Aquilo era um bar. Por consequência, sim, estávamos bebendo. Um guru bêbado está acima da verdade e a resposta foi:

“-Claro que no Brasil!

O incrível é que, mesmo passados alguns anos e também os efeitos da bebedeira, vou tentar ainda sustentar essa tal tese.

Mais uma vez vamos nos situar no tempo e no espaço:

Aqui é um blog. Por consequência, uma das técnicas pode sim ser a mera falácia.

Temos um conflito claro que nos deparamos a discutir que é o conceito de “melhor“.

Vamos primeiro ao que você (entenda nós) entende(mos) por qualidade, por melhor…

O senso comum remete que nossa Educação já foi boa. Talvez não a melhor do mundo, mas é difícil, ou impossível, você encontrar alguém que pense diferente:

“-No tempo dos meus pais você APRENDIA A LER E ESCREVER, FAZER AS QUATRO OPERAÇÕES! E olha que meus pais só tinham até a 4ª série primária…

Quem nunca ouviu ou proferiu algo parecido? Eu mesmo já devo ter me perdido nessa linha argumentativa.

Ok. De fato meus pais fizeram somente até a 4ª séria (minha mãe voltou depois de adulta a estudar, mas fiquemos com aquele período). Aprenderam a ler e escrever e a calcular muito bem. São leitores de livros. Não erram mesmo nos cálculos, ao menos naqueles que hoje um garoto ou garota do Ensino Médio nem se atreve a começar a “montar a continha”.

Agora, como sustentar que hoje é melhor do que foi “ontem” (uns 40 anos atrás e até mais)?

Quando falamos de algo bom temos que ver qual é a proporção que isso atinge.

Temos a mania de dizer que uma praia paradisíaca é aquela deserta. Faz parte do imaginário. Imagine aquela água transparente que nunca viu o cocô de um banhista de fim de semana. Aquela areia limpinha que não viu um saquinho de salgadinho daquela criança sem padrões nutricionais.

Até o momento que você para (do verbo parar), olha ao redor e pensa: “queria uma cervejinha gelada agora”. Pode ser um suco aos “naturebas”. Xiii

“-Preciso fazer o “número um ou dois” e não tem um quiosque aqui?

Sim, não tem nenhuma estrutura, não tem ninguém, pois lembre que você está em uma ilha deserta!

Vêm em minha mente duas histórias… Um dos livros mais conhecidos de Jostein Gaarder (filósofo e escritor norueguês) é O Mundo de Sofia. Mas não é sobre este livro que quero falar, mas sim outro chamado O Dia do Coringa. A outra história é de um filme chamado O Náufrago (2001), com Tom Hanks. Ambas as histórias nos levam aos “prazeres” de uma ilha deserta.

coringa o-naufrago-dub-0609

O livro faz uma abordagem de uma situação em que uma pessoa entra em um delírio ao dar vida às cartas de um baralho (puts, contei o final da história).

O filme, uma constante luta para voltar à civilização (bom, dessa vez contei apenas a motivação da personagem).

No livro, como já dito, a vida foi dada para as cartas de um baralho. No filme para uma bola, ou seja, o coadjuvante Wilson.

wilson

A escola em tempos passados, esta é a analogia, é a ilha. Seus pais são esses náufragos.

Quando falamos na Educação, seja no Brasil Império, seja nos anos 40 até 60 do século passado, falamos de um sistema educacional revestido de uma suposta qualidade, mas revestido de uma total falta de quantidade. O atendimento jamais chegou perto do atendimento pleno da população infantil em nosso país, seja, como já dito nos séculos passados até meados dos anos 1990. Somente com o advento da Lei de Diretrizes e Bases em 1996 é que podemos vislumbrar algo chamado “Educação Para Todos”.

Pois bem, espero que tenha ficado claro que pouco importa esse conceito da qualidade da Educação no passado, sendo que ela jamais atendeu toda nossa população.

Bom, meu pai era motorista, minha mãe forçada a não trabalhar pelas condições de estrutura familiar dos anos 70, em que existiam mulheres virgens para o casamento e “do lar” (não que elas não existam ainda ou que todas fossem isso naquela época).

Não são raros, portanto, os exemplos do abandono escolar dessas crianças que hoje tem seus 50, 60, 70 e tantos anos, que não terminaram seus estudos. Mas que defendem que o estudo em sua época era melhor!

Talvez os seus pais ou avós (de você que está ainda lendo isto) tenham terminado os estudos. Tenham ido para a Universidade. Talvez seus pais sejam os amigos do Coringa e do Wilson…

Não… não estou ofendendo seus pais, ou avós. Apenas situando que as escolas por onde eles CONSEGUIRAM estudar eram para poucos. Temos mania de atrelar qualidade à exclusividade.

Qual o melhor vinho do mundo? Talvez um muito caro e raro. De uma safra específica, com poucas garrafas.

Qual o melhor carro? Uma Ferrari que “ninguém” (do baixo clero) tem. Meu sonho de consumo é um Porshe!!! Ainda chego lá!

ferrari

Certa vez um enólogo (aquele que balança a taça de vinho, cheira, coloca um tanto de vinho na boca e diz se é bom ou ruim) perguntou qual era o melhor vinho e deu a resposta:

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-Aquele que você gostar!”

Essa lembrança foi só para provocar essa questão:

Qual escola você acha melhor? Qual você mais gosta? A vazia ou a cheia?

Partimos, então, para o ponto que quero defender. O mesmo que defendi bêbado na mesa de bar (após o expediente).

Não há de se falar em qualidade sem se atrelar ao fator QUANTIDADE.

Hoje, nosso país, atende por volta de 98,6% das crianças em nosso território nacional (dados IBGE 2015).

Não temos notícia dessa totalidade de alunos em outros países, mesmo os considerados desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra ou Japão. Os dados remetem à quantidade de escolas públicas, que no caso do Japão são praticamente 100% públicas e de ensino obrigatório.

Mas o que vemos… vemos vídeos no youtube de crianças japonesas limpando o chão do banheiro da escola e ainda dizemos que aquilo sim é Educação de qualidade.

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(assista ao vídeo clicando na imagem acima)

Vemos os Estados Unidos esbanjando um quadro de medalhas nas Olimpíadas e atrelamos ao fato dos atletas serem universitários. Que aquele país investe na Educação!

Não discordo que estes países invistam em Educação. Não discordo que obtenham seus ótimos resultados. Só coloco a variável quantidade.

E a Educação não é uma indústria. É acima de tudo uma instituição social, daí seus preceitos constitucionais da formação cidadã.

Individualmente também temos brilhantes físicos, economistas. Também temos aquele aluno ou aluna brilhante nas Olimpíadas de matemática. Sei disso, mas não é isso.

E eu aqui quero te convencer que, porque temos a maior quantidade de crianças nas escolas, temos a melhor Educação do mundo?

Não… temos um dos piores sistemas educacionais do mundo.

Um sistema que pensa qualidade sem quantidade.

Um sistema que aplica para as massas um modelo planejado para as minorias, logo excludente.

Um país que pensa Educação como um gasto e não como investimento.

Um país que não tem um plano Educacional e sim Ministros políticos que pensam com seus assessores… Um deles se chama Coringa… O outro Wilson.

Caramba… Voltamos para a estaca zero?

Não… apenas desconstruímos a falácia, mesmo que através de outra, sobre o conceito de qualidade que temos.

Que, ao menos, o caminho que estamos trilhando precisa ser revisto, mas não para tirar as crianças de nossas escolas. Nosso desafio é justamente como mantê-las em nossas escolas (?).

Hoje sou diretor de escola. Quase todos os dias recebo em minha sala alunos e alunas que são convidados a saírem de suas salas de aula e, quem sabe, dessa escola. Incrível como um sistema que se diz voltado ao atendimento da totalidade não está voltado para isto.

Não vou dizer que não culpo professores, pois sim os culpo. Assim como também me culpo. Sistema e vontade estão interligados. Faltam os dois.

Claro que existem propostas viáveis de sistema, assim como profissionais ótimos. Porém ainda vencidos…

Mas continuemos então a gritar:

-Wilson!!! Wilson!!! Wilson!!! Wilson!!!

 

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Remodelando o Ibrahim – SINESP divulga…

Gestão Educacional faz a diferença

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EMEF Ibrahim Nobre renova sua frente e homenageia Educadora

Certa de que a Escola precisa romper muros para com sua comunidade, a equipe escolar da EMEF Ibrahim Nobre, desde o ano passado, transformou os muros em fachada de entrada. Seguindo o seu Projeto Político Pedagógico e os anseios concretizados no Conselho de Escola foi implementado o jardim na frente da escola, com o apoio de alunos e professores que puseram a mão na massa.

placa

Esta empolgação continuou no recesso de julho, quando o Diretor Rodrigo Machado Merli juntou-se a funcionários, professores e voluntários para a montagem do primeiro Parklet do Rio Pequeno. Parklets são decks de madeira que visam criar áreas de convivência. O Parklet do Ibrahim foi todo feito com reaproveitamento de materiais, com foco na sustentabilidade, e revitalizou a entrada da escola, que passou a ser usada também pela comunidade do entorno nos finais de semana, uma vez que seu uso está liberado, sem muros ou grades. Uma treliça e um painel, todos em madeira foram fixados na fachada da Escola e neles colocadas plantas.

14206009_1013962818721688_8166514954931920061_oNo dia 6 de setembro foi a inauguração do Parklet, quem recebeu o nome de Ana Maria Francisco Flores de Freitas, em homenagem a uma Diretora de Escola da RME que trabalhou na região de Campo Limpo. A atividade contou com a presença do Diretor Regional de Educação do Butantã, do Inspetor Regional da GCM e representantes da Supervisão Regional de Saúde e da Subprefeitura. Os alunos fizeram, ainda, uma caminhada no entorno da Escola e os dois períodos entoaram o Hino Nacional, comemorando também a Semana da Pátria.

 

brincarOutros espaços da EMEF Ibrahim Nobre vêm sendo revitalizados, considerando novas necessidades. O antigo Planedi se tornou o Espaço Brincar e um outro espaço virou multiuso para atividades que vão desde ciências, alfabetização, até auditório e espaço para dança.

Tudo isso acontece em uma Escola com 45 anos de funcionamento, sob a liderança de Equipes Gestoras dinâmicas e comprometidas com a educação pública.

 

Outros espaços:

gramado

 

Preparo do terreno, após derrubada do muro, para o recebimento de gramado.

 

guima

Novo espaço para o pessoal da empresa terceirizada de limpoeza.

 

 

 

 

Matéria acima publicada no site do SINESP (CLIQUE AQUI)

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Na baleia – entrevista com o Professor David Crabbe

na baleia

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Vídeo de aluno divulgado e “pedras para todos os lados”

Ontem ao navegar pelo facebook me deparei com um vídeo de um menino que jogava coisas pelo chão em uma escola. Entre pastas, cadernos, também virava mesa, banco, cadeira.

Ao fundo se via alguém indo contê-lo, porém advertido para não segurar o menino.

Algumas falas iam me chamando a atenção:

-Deixa ele, deixa ele…

E algumas outras que tentei ouvir direito (algumas claras, outras abafadas pelo vídeo amador):

“-Não adianta… A gente não pode bater nele, … não pode segurar ele… a mãe não chegou ainda não…

-Não segura (repetidas vezes)

-Quero saber com Orientação Educacional, com Assistência Social, com Polícia… o que a gente faz com uma criança dessa?

-Isso! Tomba!

Alguém avança, fala algo difícil de entender e a recomendação é: -Deixa…

-Chamar o bombeiro?

-Chama a polícia pra mim, por favor…

Essa versão que assisti conta com 2 minutos e 11 segundos.

 

Depois vieram vários comentários. Selecionei alguns:

com 1

 

 

 

A sustentação dela é que se segurassem o menino seriam processados. Seria o menino “capeta em forma de guri”. O ideal para ela é o sistema norte-americano. Segundo ela a mãe do menino é acéfala e cadela. Aparentemente a opinião vem de uma pessoa que é mãe de dois filhos (isso não está na fala, só pesquisei um pouco, mas posso ter errado). Em seu canal ela assiste basicamente videos de música e tem compartilhado vídeos contra o abuso sobre a MC Melody.

com 2

 

 

 

 

 

Também não é seguro saber quem exatamente é Paulo oliver. Basicamente usa o canal para saber de games. Aqui ele desfila um discurso do “morde-assopra”, mas pega bem pesado com as mulheres.

com 3

 

 

 

Masked é como um grupo que se esconde através de máscaras. Apenas a nova lei sobre a internet seria mais ágil para localizar uma pessoas dessas. Ele se relaciona com pessoas que estão em busca de games piratas pela rede. Ele até começa com uma sugestão interessante, mas derrapa ao final…

com 4

 

 

 

Juliana nem foto tem… Seria Juliana ou Juliano ou qualquer outra pessoa… Ofensa racial pura. Aparentemente curte Chiclete com Banana e é protestante. Usa muito pouco o canal para se comunicar, mesmo dentro de um certo anonimato.

Leila é menos participativa ainda nas redes. Recém inscrita no canal, transita ainda pouco, mas é da opinião de “uma surra bem dada”. Podem ser “palavras ao vento”…

 

com 5 positivo

 

 

 

 

 

Bibi parece ser uma pessoa descolada. Produz vídeos próprios aparentemente. Tem tentado descobrir como melhorá-los. Tem senso de humor jovem. Gosta de música e manter-se informada sobre novas tendências do uso da internet. Fala de sua experiência profissional com crianças. Talvez algo que faça para uma renda extra. Coloca sobre o caso pontos como profissionalismo, racionalidade. Tenta explicar o que poderia ter sido feito com o menino, rebatendo os comentários que leu.

 

Nossa!

Você deve estar se perguntando que lance é esse de ver quem são essas pessoas???

Bom, basicamente quando publicamos qualquer coisa, seja um comentário, um vídeo, uma foto, colocamos a disposição de quem quer que seja várias informações.

A cena do vídeo em si é algo que acontece em algumas escolas e também fora delas.

O problema inicial que a escola enfrentará será a exposição de uma criança, pois existe uma legislação em âmbito nacional que aborda isso, o que tornaria irrelevante ou até mesmo repetitivo ficarmos aqui debatendo sobre isso. Depois, obviamente virão outras questões sobre o “certo ou errado” sobre o que fizeram ou deixaram de fazer.

Mas, o propósito aqui é o quanto expomos e ‘para quê’ ou ‘para quem’ expomos tudo isso?

Publicamos nossas alegrias, tristezas, nossos méritos e, por vezes, dificuldades…

Podemos receber apoio de amigos, ou de onde menos se espera, ou de quem nem conhecemos. Mas também podemos receber uma enxurrada de declarações que pouco contribuem, ou até mesmo piorem a situação.

Todo mundo já se levantou e teve um dia ruim… Salvo aquele que leva uma vida regradinha, todo mundo já cometeu algum engano na vida.

Erro médico, erro de abordagem policial, conselho errado… Quantas coisas que fazemos e passamos cotidianamente agora mais evidenciado com uma simples câmera de celular que pode ser visível para todo mundo.

Vou pegar outros dois exemplos recentes para tentarmos comparar aqui com esse caso. Um deles também foi de conhecimento amplo pela rede, outro local (onde tentarei preservar ao máximo seus agentes).

Bom, o primeiro foi uma postagem de uma jovem, reconhecida como uma frequentadora de certa entidade religiosa. A postagem mostrava uma jovem numa foto e ao lado outra foto dela com um homem em um quarto. Seminus a foto “denunciaria” uma ‘fiel e seu pastor em quarto de Motel’ em momento íntimo. Isso foi amplamente compartilhado pela rede. Em breve pesquisa dizia tratar-se de uma jovem do Norte do país. Alguns sites apontavam que o escândalo teria sido tamanho que teria levado o marido da jovem (que não era o tal pastor da foto) ao suicídio. Existe informação de ser a história do suicídio real (clique aqui) e irreal (clique aqui).

O outro caso foi de um jovem garoto que fez sexo com uma colega em parceria com outro menino… Teria ele mesmo filmado o ato. Esse vídeo “caiu” em uma comunidade nestes aplicativos de celular, vulgarmente conhecido como “zap-zap”. Os responsáveis pela menina ficaram sabendo quase um mês depois quando o vídeo foi parar no celular da própria jovem, depois de centenas (ou sabe-se lá quantas) de visualizações.

Em ambos os casos, ou agora nos três, tratam-se de questões de cunho inicialmente particular. A da jovem, poderíamos dizer de uma relação extraconjugal. A segunda de uma “aventura” entre jovens e a terceira (que iniciamos esse post) de um problema interno de uma escola. Mas todas (entre tantas outras) expostas para todo mundo que pudesse ver e… aos mais “ativos” opinar. Protegidas talvez por uma aparente conta na internet, as pessoas se sentem até mais a vontade para exporem seus pensamentos, mal sabendo também que elas também estão se expondo, assim com expondo linhas de pensamento que podem contribuir ou (pior) denegrir mais ainda o(s) caso(s).

A traição em si é um problema de uma sociedade monogâmica como a nossa, aliada ainda a várias problemáticas sociais sobre religiosidade.

O sexo entre jovens que, pasmem, sempre existiu, agora pode ser exibido infinitas vezes em simples aplicativos.

Um garoto derrubando coisas e profissionais que se veem de mãos atadas também percorrem as redes sociais.

E os “visualizadores” estão se sentindo livres para do alto de suas convicções tecerem seus comentários.

Mas vejamos bem como ‘devia’ funcionar o jogo.

As regras são bem claras!

Toda e qualquer cena que traga prejuízo a outrem deve ser objeto de denúncia até mesmo nas próprias redes sociais, podendo ser feita pelos próprios usuários.

Conheço dois ou três colegas que já tiveram suas páginas denunciadas por ofensas ou a religião ou insinuações à pornografia. A violência e preconceito também já foram alvo de “prints” de telas e levadas até a delegacia de polícia para denúncia por outro conhecido meu.

Logo, estamos todos “protegidos” ou “desprotegidos”. Denunciados e denunciantes traçam um duelo de conceitos e preconceitos.

E quem ganha com isso???

Ou melhor inverter a questão:

Estamos perdendo com isso?

Quando alguém faz um vídeo anônimo denunciando um crime e o remete as autoridades competentes (espero que sejam) nos parece ser a atitude correta a se fazer.

Mas seria a ilegitimidade do Estado que faria as pessoas se passarem por “Datenas” e “Rezendes” a qualquer custa?

Não quero (eu) aqui criticar José Luiz Datena ou Marcelo Rezende (apresentadores de programas policiais; Bandeirantes e Record, respectivamente), mas o curioso é que são estes alvos de discussão por fazerem sensacionalismo. E o que vemos nas redes não é sensacionalismo?

Se por um lado nos é claro que:

  1. filmar/fotografar nossos atos em si, não é necessariamente um problema;
  2. analisar algumas cenas para nosso deleite pessoal, ou análise entre colegas afins, parece sustentável;
  3. imagens para denunciar ou anunciar algo parece tranquilo quando o remetente é determinado ou determinável também nos é claro.

Precisamos apenas é pensar que lugar é esse que nos colocamos como expectadores da “desgraça” alheia e de comentaristas “especializados” que nos vestimos.

Em resumo, a mesma responsabilidade que uma pessoa deve ter ao publicar ou até mesmo “compartilhar” uma informação deve ser também considerada para aquela que tece seus comentários.

A onda de “fazer justiça com as próprias mãos” curiosamente se aproxima cada vez mais mesmo com o advento da universalização das informações e avanços tecnológicos. Isso é sim preocupante.

Enquanto um carro deveria servir para me transportar, existe gente pensando em passar por cima de alguém.

Um aplicativo que poderia me fazer relacionar com alguma coisa ou uma pessoa distante, me serve para destruí-la(s) senão apenas moralmente, também fisicamente.

Não sei se estou pensando besteira, ou se aparenta ser aqui algum tipo de sensor… Gostaria que não fosse assim interpretado. Mas que o botão “enviar” seja lá o que for também viesse entendido como “enviar e me responsabilizar”…

 

 

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