Vazamento de vídeo do jornalista Willian Waack e aspectos legais sobre crimes de preconceito racial

Um breve ensaio…

 

 

“A aceitação e o respeito a estas diferenças e pluralismo podem ser traduzidas como tolerância. Tolerância, portanto, é harmonia na diferença. (…) A educação para a tolerância é a forma de se evitar a exclusão derivada do preconceito ou da discriminação. A intolerância conduz à discriminação e à contenda.” (Declaração dos Princípios da Tolerância)[1]

 

 

 

 

Crime de Racismo

O presente ensaio, embora pareça oportunista, é antes de tudo oportuno. Não se pretende esgotar o assunto, mas apenas buscar entender um pouco mais sobre as tipificações penais relacionadas às práticas preconceituosas, entre elas uma difundida pelos canais de comunicação (rádio, televisão, mas, sobretudo a internet), direcionada ao jornalista da Rede Globo de Televisão, William Waack.[2]

Embora as mídias digitais (o Facebook e Twitter[3] têm se mostrado com grande força) tenham acirrado o debate sobre o tema racismo após o vazamento do vídeo[4] do jornalista William Waack[5], o assunto se faz presente e necessário discutir à exaustão.

São sinais que revelam que o preconceito em nosso país ainda existe, mesmo que de forma aparentemente velada.

(…)

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Três escolas em Lima com a proposta educacional de Reggio Emilia

Neste início de Novembro aproveitamos o feriado prolongado e viajamos até a cidade de Lima, no Peru, junto com um grupo brasileiro de Educadores e Educadoras, assessorados pela Diálogos – Viagens Pedagógicas.

O objetivo da viagem consistia na visita de três escolas com a proposta Pedagógica influenciada pelo sistema educacional de Reggio Emilia, na Itália.

As diferenças iniciais a serem consideradas é que a Proposta em Reggio Emilia se concentra em escolas Públicas de Educação Infantil. Já em Lima, visitamos um grupo Privado. Além disto, observamos a prática em uma das escolas até o 6º ano Primário.

O presente relato parte do ponto de vista individual. Visitar escolas e suas propostas nos parece uma prática interessante para nos ajudar a (re)pensar nossa própria prática.

Atualmente atuo como Diretor de Escola no Município de São Paulo, mas busquei não apenas um olhar enquanto gestor escolar.

O olhar para os espaços, para as crianças acabou sendo meu maior foco, que espero que fique evidenciado neste breve escrito.

Certamente nem tudo o que vi consta neste material, mas já serve como um início de discussão sobre diferentes propostas pedagógicas.

 

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Atos Infracionais causados por discentes dentro das Escolas Municipais de São Paulo

Atos Infracionais causados por discentes dentro das Escolas Municipais de São Paulo

A atuação dos Gestores Escolares diante da Mediação de Conflitos.

 

Segue artigo publicado no Jusbrasil sobre o tema acima apresentado:

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Palestra sobre Inclusão: Aspectos Legais e o papel da interlocução com as famílias

No dia 11/10/2017 estaremos debatendo sobre a Inclusão: Aspectos Legais e o papel da interlocução com as famílias

 

O Evento ocorrerá na Faculdade Polis das Artes, na cidade de Embu das Artes, para os alunos e alunas da Pedagogia. Das 19:30 às 20:30.

Segue parte do material que será projetado:

INCLUSÃO

Até lá!

 

Rodrigo Merli

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Revisão das questões do Concurso de Diretor do Estado

Clique no link abaixo e acesse os comentários de várias questões do Concurso:

 

Comentários às questões da Prova para Diretor do Estado de São Paulo

Gabarito provisório DIRETOR ESTADO 2017 Prova A diretor do estado 2017

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Um olhar sobre a agressão da Professora de Santa Catarina

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Merenda Escolar… Quem está negando esse prato?

A questão agora não é só de quem trabalha em escola… mas todos acabam “comprando essa briga” pelo simples fato de terem passado uma parte da vida na escola.

Tem gente que ainda acha que Refeição não é papel da escola.

Tem gente que acha que na escola se compensa a falta de alimentação nas famílias, reforçando o papel compensatório (eu diria assistencialista) da escola.

A alimentação escolar tem em si que existir apenas pelo fato das horas que os bebês, crianças, jovens e adultos passam nas escolas. Isso deveria ser o ponto de partida para qualquer discussão. Ou seja, ponto pacífico.

Qualidade, principalmente nutricional? Outro ponto pacífico! Caberia discutir a existência das “cantinas” nas escolas, principalmente onde ninguém quer mexer, ou seja, nas escolas Particulares.

Mas, voltando ao denominado “chão da escola Pública”, o que temos agora é um ataque desenfreado à atual Administração da Cidade de São Paulo.

Problemas anteriores não figuram nos argumentos?

Claro que sim, pois a alimentação escolar é uma construção de Administrações passadas, com concepções diversas. Ou seja, não se consolida um Programa efetivo na Rede Municipal de Ensino de São Paulo em uma só gestão.

A “bola da vez” é a tal marquinha de canetão na mão de crianças(?).

Como Diretor de Escola, por volta de pouco mais de uma década, sempre fui amplamente questionado sobre os procedimentos de controle sobre a alimentação dos alunos.

As dicas dos responsáveis pelo setor de Nutrição passearam entre criações de fichinhas, uso de catraca, contadores manuais. Tudo mais relacionado ao número de pratos servidos para controle de pagamento da empresa terceirizada. Nada muito relativo à qualidade ou quantidade que um determinado aluno comeu. Aí nascia inclusive o “jeitinho brasileiro”, ou seja, se uns dois alunos nada comeram naquele dia, que mal tem em servir um segundo prato ao aluno que pede pra comer mais um pouco?

Agora, qualquer tipo de controle pode nos parecer absurdo?

Mesmo você que come em restaurantes, lanchonetes… já parou para perceber de quem é a responsabilidade pelo controle do que você consome? Diz o Código de Defesa do Consumidor que o responsável é o próprio estabelecimento. Só que o estabelecimento comercial acaba transferindo essa responsabilidade ao Consumidor, inclusive na forma punitiva, quando o cliente perde a comanda, com as tais multas. Isso, sim é ilegal, mas acontece.

Esses dia mesmo me senti de volta aos tempos de criança que poderia se perder no passeio de escola. Um bar colocou em meu pulso uma pulseirinha autoadesiva com meu número e nome. Mas não era para o caso de eu me perder que fizeram isso…rs

Logo, como esse tal Diretor que sempre fui, não por tem mais de uma década de função , sempre questionei qualquer forma de controle sobre alimentação. Mas não pela possibilidade de qualquer forma de desvio, pois existe o controle de estoque, o controle de preparo,  o estudo de impacto no desperdício. Existe o olhar atento dos funcionários na aceitação ou recusa dos alunos pelo prato servido.

“O que mais gostam vs o que não toleram.”

O vídeo do Prefeito com uma respeitável Nutricionista e o Secretário de Educação parece ter sido necessário, mas teve suas consequências.

O Prefeito-Apresentador em si, nem vou aqui criticar… mas fiquei deveras assustado com a Nutricionista!

Ficou claro, se alguém me perguntasse (como perguntaram) em resumo o que ela falou, eu diria… Pediu mais cargos Públicos para Nutricionistas, pois ela nem foi capaz de oferecer uma resposta técnica sobre refrigerante sem açúcar, pois falou que isso era assunto pessoal. Bom, para mim a questão do aumento do quadro de Nutricionistas não é de ordem pessoal, mas no caso dela me transpareceu apenas de ser de cunho corporativista. Outras frentes de cargos Públicos também necessitam serem discutidos, tais como, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos etc.

Mas voltando ao controle, o seu motivo agora é alegado pela questão da obesidade infantil.

Nem eu, nem a Secretaria de Educação tem ainda como alegar isso. Qual foi a última aferição realizada nas escolas para obtenção desses dados?

Não… a questão é: não pode repetir doces e alimentos industrializados.

A maior parte dos alimentos é industrializada.

Isso merece uma melhor discussão. Único ponto decente, em meu ponto de vista, na discussão provocada pela Nutricionista no vídeo.

Mas, insisto… voltando ao controle!!!

Como dizia, sempre achei estranha qualquer forma de controle.

Passar em uma catraquinha… receber uma fichinha…

Quando vi a foto da marquinha de canetão na mão da criança, meu olhar aguçado disse:

“-Alguém da Escola vai ‘pagar’ por isso!”

Não deu outra…

Curioso que os textos trazem que tal prática se dava na escola ao menos nos últimos 10 anos!

Vamos fazer uma retrospectiva…

2017-10=2010

Quem estava em 2010 e por quem passou ao longo desses anos a tal “marquinha”?

2017: Dória (data da denúncia da “marquinha”)

2013 – 2016: Haddad (data em a “marquinha” ainda era usada)

2009 – 2015: Kassab (data provável do início da “marquinha”)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_prefeitos_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo

 

Nesse mesmo período, quem foram os Secretários de Educação?

2017: Schneider (data da denúncia da “marquinha”)

2013 – 2016: Callegari / Chalita (data em a “marquinha” ainda era usada)

2009 – 2015: Schneider (data provável do início da “marquinha”)

Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/11/1834279-ex-secretario-de-kassab-schneider-comandara-educacao-na-gestao-doria.shtml

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,chalita-toma-posse-na-secretaria-municipal-de-educacao-de-sp,1620288

Ou seja… a “marquinha” talvez só tenha ganhado sua “fama” ou pelo advento das mídias sociais ou por alguma briga cavada nesses últimos tempos.

Não… não defendo a tal marquinha. Assim como não defendo o discurso das catracas, das fichinhas, das pulseirinhas etc.

Por isso, não estou fazendo um texto coorporativo em defesa da escola ou em desfavor à Administração Pública.

E sim ao tema: CONTROLE.

Qualquer forma de CONTROLE, se não for para fins de não se onerar os cofres público, é desproporcional se feita diretamente/invasivamente ao público que se destina.

Sim, por medidas de organização, infelizmente algumas filas precisam ser feitas. Isso é terrível, mas as escolas, indústrias, cadeias não superaram esse método de controle de pessoas.

Várias Escolas já avançaram nessa proposta, inclusive com o self service. Mérito inclusive da maioria das Escolas de Educação Infantil da Cidade de São Paulo (na maioria nas EMEIs).

Passar por catracas, fichinhas ou “marquinhas”… não vejo muita diferença. Sorte minha que algumas catracas das escolas estejam quebradas há anos (Deus as mantenhas assim).

Claro que a “marquinha” pegou pior, pois é difícil até desassociar da tatuagem do “Vacilão”…

Ou seja, o que defendemos aqui é o controle indireto. O mesmo já solicitado em auditoria pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo.

Já passei por esse tipo de auditoria…

Vou  contar o que viram:

  • Foram ao refeitório;
  • Viram as crianças comendo;
  • Olharam e assinalaram todo estoque;
  • Conferiram as planilhas (entrega, controles);
  • Pediram os Diários de Classe.

Nossa!!! O TCM utilizou do bom senso para medir algo? Será que esses “inspetores” fizeram errado?

Creio que não.

Puderam ver como tudo é feito na escola. Viram cada cantinho, inclusive o bem-estar das crianças. Conversaram com algumas inclusive. Receberam beijos de outras. Viram que se alimentavam bem e que a quantidade per capita estava adequada. Usaram um procedimento matemático aceito, ou seja, o do uso proporcional.

Claro que faltaria ali o controle nutricional. Aí entra a Saúde. Suas aferições. Como o próprio Secretário disse, hoje não temos o problema da desnutrição (será?), mas sim da obesidade (será?).

Marcaremos suas mãos ou faremos isso através (mais uma vez em meus escritos) do trabalho dialógico com nossos educandos e educandas?

Ou passa por baixo da catraca pra comer um pratinho extra?

 

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